Exame de sangue que detecta Alzheimer chega ao Brasil
Disponível inicialmente em Porto Alegre, novo teste custa R$ 3,2 mil e pode facilitar a investigação da doença

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Foto: <a href="https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/close-do-vacutainer-cheio-de-sangue-para-investigacao_18314047.htm">Imagem de DC Studio no Magnific</a>
Um novo exame de sangue capaz de identificar alterações biológicas associadas ao Alzheimer começou a ser oferecido no Brasil na quinta-feira (15). O teste, que possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), está disponível inicialmente no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), na rede privada, ao custo de R$ 3,2 mil.
A tecnologia permite identificar a presença de um biomarcador associado à doença por meio de uma coleta de sangue, tornando a investigação menos invasiva. Até então, a confirmação dessas alterações dependia principalmente de exames como a análise do líquido cefalorraquidiano, obtido por punção lombar, e a tomografia por emissão de pósitrons (PET).
O novo teste mede os níveis da proteína p-tau217, relacionada a alterações cerebrais características do Alzheimer, incluindo o acúmulo de beta-amiloide. A análise é realizada por meio da plataforma Lumipulse, desenvolvida pela fabricante Fujirebio.
Um estudo publicado em 2025 na revista científica Nature Medicine, com 1.767 participantes de três países europeus, apontou concordância de até 94% entre os resultados do teste sanguíneo e os da análise do líquido cefalorraquidiano, dependendo do método de interpretação utilizado.
Apesar do avanço, o exame não confirma o diagnóstico de Alzheimer isoladamente. O resultado precisa ser analisado por um médico, considerando o histórico clínico, os sintomas e outras avaliações. A indicação é voltada principalmente a pessoas acima de 50 anos que apresentam sinais de comprometimento cognitivo, como dificuldades persistentes de memória.
A tecnologia ainda não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Ministério da Saúde, não houve solicitação de avaliação do exame à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por analisar a inclusão de novas tecnologias na rede pública.
Embora seja apresentado como o primeiro teste sanguíneo desse tipo com registro na Anvisa disponibilizado comercialmente no país, outros exames relacionados a biomarcadores do Alzheimer já eram realizados anteriormente no Brasil.
A chegada da tecnologia representa um avanço na investigação da doença, ao oferecer uma alternativa menos invasiva para identificar alterações associadas ao Alzheimer e auxiliar os médicos na definição dos próximos passos do diagnóstico.
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